domingo, dezembro 26, 2010

Não existe mais "família reunida e hamorniosa" como antigamente

Nada como ter um dia em que a família se reune na casa de parente, em volta da mesa, comendo aquele delicioso almoço, em um dia de domingo ou feriado! Conversas altas aqui, farrinha alí, risadas acolá, crianças correndo pra lá e pra cá. Vira e mexe tem sempre uma pelada com os homens da família. Em qualquer ocasião (casamento, batizado, noivado, churrasco, etc), a família está sempre reunida. Tudo na mais perfeita harmonia.
Infelizmente nem sempre este velho conceito de "família reunida" acontece em todas as famílias, nestes tempos modernos. Hoje em dia a vida em família não é igual à um comercial de margarina. Praticamente não existe aquele lance de pai, mãe e filhos reunidos em uma mesa, tomando café da manhã, almoçando ou jantando juntos. Os filhos crescidos querem mais é sair de casa, pra encontrar com os amigos, pra farrear, namorar. E se não saem, preferem ficar trancafiados no quarto, em frente ao computador ou ouvindo música, em vez de conversar com seus pais. Casais se divorciam, parentes brigam entre sí, cada um precisa e quer cuidar de sí. Não existe mais aquela boa e velha harmonia, aquela reunião de família com base no amor.
De todas as (ainda) existentes reuniões de famílias, nem todos os parentes estão presente. Ora por algum compromisso, ora porque não querem estar presente. Puro individualismo em pleno século 21. O velho conceito de "família harmoniosa, sempre unida" está deixando de existir aos poucos.
É nestas horas em que eu sinto saudades do tempo em que a família toda se reunia na casa da tia Sônia pra comemorar o Natal e o Ano Novo. Ou até mesmo na minha casa, quando tinha aniversários, churrasco ou qualquer outra ocasião especial. Era tão bom, tinha muita harmonia!
Mas isto infelizmente acabou por alguns fatores históricos: parentes morrem, parentes brigam (até homericamente) e se desentendem, um quer ser mais do que o outro e competem entre sí, ninguém mais tem amor e paciência com ninguém. A boa e velha harmonia familiar se tornou praticamente nula. E isso me chateia muito. É algo que eu não desejo para mim e nem para quem vai se casar e quer formar uma nova famíla.
Assim como eu, talvez muitos de vocês, leitores, tenham que se conformar com esta triste realidade. Se vocês não se conformam com isso, sempre há um jeito de desenterrar esta boa e velha harmonia: deveriamos continuar a cultivar o amor para construir uma família harmoniosa e feliz neste século 21.

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