quinta-feira, outubro 16, 2008

Seqüestro ou Loucura de Amor?

Se um relacionamento acaba, é porque deu certo até um certo momento, mas não podia durar tanto tempo. Se houve tentativas de reconciliação e nem assim funcionou, não adianta insistir, ficar com raiva, fazer todo tipo de escândalo ou qualquer coisa do tipo. Termino de namoro, como todos nós sabemos, é algo temporariamente revoltante. Embora isso depende muito de como é o gênio de uma pessoa que toma um fora. Nem todos os homens e mulheres conseguem superar isso de uma forma rápida e querem, a todo preço, uma resposta para esta situação tão chata e tão triste. Muita coisa se passa na cabeça da vítima do "fora", como a vontade de matar ou seqüestrar a pessoa que quis terminar o relacionamento. A pessoa (até mesmo nós) não se conforma com o fato de que relacionamentos tem prazos de validade. E que depois do fora, é necessário um tempo para que a poeira possa baixar. Um tempo sem ver a pessoa que te deu ou levou um fora. Se fosse para querer conversar com ele ou ela, há pouquissimos dias depois do fora, a pessoa vai virar a cara, não vai querer trocar uma palavra por condições sentimentais. Por isso é necessário este tempo. Usamos este tempo para pensar, refletir, se ocupar de outra coisa que não a faça pensar na pessoa que amou. Afinal mente vazia, como eu disse, é mente dos "coisas ruins de esquerda", que faz com que pensamos em tomar atitudes ruins, concorda?
Mas na televisão, nos jornais e no rádio, neste momento em que vemos este drama ao vivo e a cores, podemos ver que a situação foi feita ainda de cabeça quente por ambas as partes. A adolescente de 15 anos deu um fora no rapaz de 22 anos. Pode ser que o relacionamento, depois de tanto terminar e reconciliar, chega a um ponto de que se deve mesmo dar um "basta!", concorda? E daí, o inconformado rapaz, que queria saber o motivo de qualquer maneira enquanto a menina não estava em condições de conversar, chegou à tal ponto de querer seqüestrá-la. Somente para poder ouvir dela a sua razão do fim do namoro. E, infelizmente, este rapaz concluiu tamanha atitude, chegando a encarcerá-la durante três horas. Ela e mais três pessoas, amigos dela.
E daí, podemos concluir que, em uma situação de um término de namoro (quando tomamos um fora) ou qualquer coisa que deixe a gente arrasada, o melhor a fazer é vigiar os nossos maus pensamentos. Estes podem até se transformar em más atitudes. E más atitudes podem transformar-se em más conseqüências. E é, exatamente neste drama, o que está acontecendo.
Todo mundo, um dia, leva um fora. Está certo que é algo que nunca esperávamos, mas acontece.
Também aconteceu comigo, mas como toda boa espírita (vale também para um católico, um mulçumano, judeu, evangélico...o que importa é seguir o caminho de Deus), por mais que a vontade de fazer uma maldade à pessoa que me deu um fora fosse grande, eu vigiei os meus pensamentos. Eu pensei nas conseqüências que isso poderá ocorrer. Uma atitude que você, rapaz de 22 anos de Santo André, poderia ter pensado.
P.S: Sinceramente, eu deveria fazer Psicologia, assim que eu concluir o meu curso de Letras.
Agora, se para você conselho fosse bom, você até pagaria, problema seu.

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