sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Direito de resposta a matéria "A mentira inteligente chamada The Monkees"

Antes de ler abaixo, veja a matéria e vão saber o que eu estou falando

A mentira inteligente chamada The Monkees

E eis aí meu direito de resposta


Caríssimo Marcos Merhi (autor escroto da matéria)

Sou dona deste blog, aspirante a escritora, fã devota dos Monkees e tenho muito espírito jornalístico, principalmente em encontrar a verdade de certos fatos. Lí sua perjorativa tese anti-Monkees e quero dar a minha opinião que, com toda a certeza desse mundo, vai quebrar tuas pernas.
Primeiramente, quero dizer q o título já soa perjorativo demais, fora o conteúdo. Está certo que, no texto alguns fatos podem ser verdadeiros, mas a maioria é falsa e cheia de meias verdades. Segundo, para ser mais claro, Bob Rafelson já havia desenvolvido a idéia antes da Beatlemania ecoar pelas terras americanas. Mas só depois é que bastou Bob ver o filme Help e A Hard Days Night que juntou sua idéia com outro produtor, Bert Schneider, para desenvolve-la. Está certo que os Estados Unidos precisava ter uma nova fórmula de rock´n roll como o iê-iê-iê britânico, por uma ponta de inveja, mas não quer dizer que os Monkees são cem por cento arremedo de Beatles.
Há outras partes da história dos Monkees a esclarecer.
O número de pessoas, para ser exato foi de 437 pessoas. Uma fila que dobrava até a esquina da rua do prédio da Columbia, em Burbank, California. Stephen Stills, o grande camarada de Peter Tork (que de fato cara de bobo nunca teve nada e de talento musical tem de tudo), desistiu da vaga por achar que não é o estilo dele, o que é a verdade. E este boato de dentes tortos é simplesmente um boato que correu pelos ouvidos dos candidatos. Ou talvez uma desculpa dos produtores para justificar porque ele não aceitou a vaga. Still indicou Peter Tork, que na época era um humilde lavador de pratos durante o dia e músico de noite em cafés e bares de Los Angeles.
Davy Jones fez sucesso em musicais, lançou discos com suas baladinhas românticas e ja era capa de revistas femininas antes de se tornar um monkee. O correto é dizer que houve pouca repercurssão de seu sucesso na fase Pré-Monkees e não um fracasso.
O mesmo também para Michael Nesmith. Sobre o nome artístico Michael Blessing, gravou discos folk-rocks, também com pouca repercurssão. Pelo menos foi algo que mais tocou os produtores para o excêntrico cara do gorro verde ser o escolhido. Digamos, algo mais relevante no seu currículo.
A produção musical tudo bem que ficou a cargo desses compositores sobre a supervisão musical de Donnie Krischner. Mas os Monkees não tiveram culpa de terem assinado o contrato que continha o sistema de mediocridade. Mike Nesmith nunca quis ficar alheio a este sistema e incentivou os Monkees a fazerem a mesma coisa, a dar valor a seus talentos. Para não virar um motim, o supervisor musical deu uma colher-de-chá ao cara, deixando-o ter suas co-participações em composições, mas nem assim Nesmith se deu por satisfeito.
A revolta de Mike só veio a tona a partir do momento em que ele deu um soco na parede do hotel onde os Monkees e Krischner estavam reunidos para receber o pagamento das vendas do segundo album. E detalhe: a culpa foi dos produtores por dois motivos: deixar tudo nas mãos de Krischner até este mesmo jogar sujo com eles e com os Monkees, causando sua demissão. E por iludir os quatro prometendo que no segundo album eles iriam tocar, sendo que o album foi lançado sem a paticipação musical ativa destes. Se Mike Nesmith tivesse ficado alheio a esta mediocridade, nem "Headquarters" (o terceiro album dos Monkees que eu recomendo que você ouça) teria sido lançado, onde os próprios tocam e compoem suas músicas, sobre a supervisão do simpatico Chip Douglas.
Boatos como a mediocridade e falta de talento músical dos Monkees rolaram sim, mas por desconfiança e inveja dos criticos que queriam simplesmente procurar pelo em casca de ovo, tentar saber o que havia por trás daquele fenômeno chamado The Monkees. Não preciso repetir o que eu mencionei lá atrás. Numa das entrevistas os quatro jogaram excremento no ventilador, revelaram o que realmente acontecia por trás do sucesso dos dois primeiros discos, enfatizando o talento do grupo como banda. Então concluí-se que eles sabiam tocar seus instrumentos, mas eles não puderam fazer isso no começo. Micky e Davy queriam deixar as coisas rolarem daquela maneira, mas o incentivo de Mike e Peter foi mais forte que aqueles.
Quanto as turnês: de onde você tirou esta idéia de "pura mimica"? Para você ter uma idéia, os Monkees realmente tocavam em suas turnês. A declaração de Davy e Mike em relação ao boato ridículo de que eles não tocam seus instrumentos está mais do que provado. Os quatro ensaiavam durante as horas vagas entre as filmagem e sessões de gravação de suas vozes em estúdio, durante o começo do sucesso. Micky Dolenz aprendeu a tocar violão quando fazia o papel do Menino do Circo para fazer turnês com o elenco do seriado de mesmo nome. E aprendeu com Peter, sob a inspiração de Ringo Star, a tocar bateria. Davy também aprendeu a tocar a guitarra, não somente ficou nas maracas e no pandeiro e na mais doce voz.
E quanto a mediocridade de Peter Tork, de onde você tirou este fato? Não é verdade! Peter é uma pessoa reservada e outros três achavam estranho este comportamento no começo. Mas claro que ele era brincalhão (continua sendo), tinha idéias socialistas, pois era um hippie.
Outro fato que eu nunca vi ou ouvi em lugar algum, mas sabemos que é o que pode acontecer com qualquer ser humano, independente da profissão que ele exercer ou de como ele é famoso: os problemas do alcoolismo de Davy Jones, por conta da depressão do divórcio do seu primeiro casamento e do fracasso pós Monkees. Após a separação do grupo, em 1970, todos os quatro tiveram problemas com drogas, alcool e fracassos. Mas deram a volta por cima.
E não só ouve um revival dos Monkees nos anos 80. Também houve nos anos 90, quando eles lançaram mais uma prova de que eles tem talento para dar e vender:o album Justus (também recomendo que você ouça).
Enfim, para concluir, tudo o que em sua matéria diz nas entrelinhas há perjoratividade, informações superficiais de terceiros (no caso dos críticos) e falta de busca de informações detalhadas, de ir mais fundo na história. Tudo bem que você tem preferencia à outras bandas e outros estilos, mas se quer fazer uma matéria histórica de uma determinada coisa, conheça direito a história e pense duas vezes antes de escrever esta coisa escrota. Ou se ainda achar que a história é assim, dane-se você. Já disse tudo o que eu tinha a dizer, fazendo jus aos versos do tema dos Monkees, que eram de uma geração jovem que tinha muito a dizer. E tenho muito mais a dizer no livro que estou escrevendo sobre eles, que poderá derrubar de vez sua tese que é um lixo.

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